O prazer do texto, Roland Barthes

Barthes descreve nO Prazer do Texto acerca da relação de prazer que ocorre tanto com o leitor como com o autor. Mas como o autor afirma:

“O prazer do escritor é diferente do prazer do leitor.”

prazerO que me chamou atenção inicialmente foi a forma deliciosa que o autor escreve. Roland Barthes é conhecido por escrever livros críticos de uma forma mais poética. O texto nos dá exatamente essa sensação de PRAZER advindo da linguagem.

“O texto que o senhor escreve tem de me dar prova de que ele me deseja. Essa prova existe: é a escritura. A escritura é isto: a ciência das fruições da linguagem, seu kama-sutra (desta ciência, só há um tratado: a própria escritura).”

Barthes é um escritor, como a classificação do mesmo, um escritor sedutor. Ele menciona um prazer edipiano: um desnudar-se, conhecer algo. Nesse momento, quase vi a cena de prazer experienciada por um bom texto. O autor na sua frente desnudando-se para você. Você sente toda a dança de sedução e deseja mais… E como um bom Streep tease, necessita ser devagar, peça por peça…

Deixando um ar de espera, pois segundo o próprio Barthes: ”são livros do Desejo, pois estes livros representam a expectativa, a escalada.” Leitura feita palavra por palavra…

A minha primeira experiência erótica palavra por palavra foi Helena, de Machado de Assis. E foi delicioso! Senti-me por dentro da história. Apaixonei-me claro pelo Estácio… Enfim, percebi que já havia passado por essa experiência descrita pelo Barthes.

E a leitura da crítica? Segundo o autor, tornamo-nos voyeur… Observamos o prazer dos outro. E essa observação também me dar muito prazer. Barthes nos seduz com sua escrita, mostra que nos quer através da sua linguagem e também descreve momentos de prazer que nós já vivemos ou se não, ficamos morrendo de vontade de viver.

O Prazer do texto é um livro sobre sedução, sexo, amor, desnudamento, voyeurismo. Enfim, muito prazeroso… Você pode estar pensando, louca, são apenas palavras. E eu lhe responderei:

“eu sei que são apenas palavras, mas mesmo assim…”