Diário da subida #2

Conhecemos o grupo do ‘único pulmão’. Eles nos surpreenderam com sua alegria constante. Joachim nos lembrou que o tempo nada significa para eles, que a seriedade só existe na vida de baixo. Joachim também nos contou que uma moribunda se esperneava ao receber a extrema unção. Imediatamente pensei se tal moça estava realmente moribunda, já que o doutor estava sempre precisando de camas vagas.

Conhecemos também o Sr. Settembrini, uma das personalidades mais interessantes do sanatório. Suas falas apesar de sempre bem colocadas, nos angustiavam um pouco. Ele também nos falou acerca do tempo, e nos faz pensar que nunca sairemos daqui… Sua ironia, ou maledicência como o mesmo nomea, é a sua melhor arma a favor da crítica. Esta, me parece, não se faz presente em Hans.

Em um momento, Hans passa também a dissertar acerca do Tempo e o relaciona ao espaço. Essa relação sempre me interessou, principalmente da forma tão intrínseca como Hans aborda.

Vivemos aqui como se estivéssemos em um sonho consciente. Tentamos acordar, mas cada vez mais embarcamos nele e ontem Hans já nos disse que teve sonhos estranhos. Em alguns momentos me questiono se é real… E tudo isto em um único dia, no mesmo dia da chegada de Hans ao sanatório.

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