Diário da subida #1

De início, estranhei a subida. Logo de cara, descubro que o espaço assim como o tempo podem nos fazer esquecer coisas, reconstruir outras. Nossas memórias são a única possibilidade que temos para resignificar o passado. O presente nos está demasiadamente próximo para que possamos conseguir pensá-lo. O futuro ainda não conhecemos. Hans nos acompanha nessa descoberta ao perceber que suas preocupações a cada passo ficam cada vez mais distantes.

O lugar me parece familiar. Sua descrição me parece uma lembrança de um tempo que não conheço. A morte nos parece tão próxima e ao mesmo tempo tão natural. Pessoas morrem aos montes por aqui e como disse Joachim: morrem discretamente. Hans nos conta sua vivência com a morte e vemos a importância da alma sobre o corpo. O que há é apenas matéria. A brevidade da vida sempre fez parte das memórias de Hans. Como seria crescer sabendo o quão breve é a vida?

Refletimos com o narrador acerca da relação íntima entre nossa vida interna e os impulsos externos. Haverá alguma forma de superar o externo? Ele acha que não. Tenho medo que ele esteja certo…

Hans é retratado como medíocre e o narrador tenta justificar o adjetivo. Ele naturaliza as bases da sociedade. Quantas pessoas não conhecemos que são assim? Naturalizam os desmandes do governo, o comportamento correto das pessoas, nossas escolhas durante a vida. Mal sabem elas que toda escolha tem consequências, não importa se você ache que minha escolha é mais fácil.

Hans acreditava no trabalho como um valor absoluto. O narrador afirma que em uma sociedade que necessita saber o “para quê?” das coisas, empreender uma obra que não a responda satisfatoriamente, é difícil. Precisa-se de isolamento e coragem. A Literatura seria uma delas? Seu estudo tem uma finalidade? Continuo a persistir, apesar de todos acharem que estou na idade de trabalhar.

Chegamos até aqui. Imaginamos que tenha se passado muito tempo, mas somos avisados por Joachim que só se passou um dia. O tempo mais uma vez nos prega uma peça. E torna-se personagem principal de nossa viagem.

O ponto alto fora conhecer Settembrini. Suas conversas estimulantes e assustadoras. Mas isso fica para outra parada.

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2017: o ano dos desafios megalomaníacos!

Oi gente!

mais uma vez começando atrasados, pois a promessa era voltar no início de janeiro. Mas o importante foi nossa volta!!! E apesar de já ter postado cada um no insta (@annaluacosta), pensei em deixá-los expostos aqui também para ver se esse ano funciona. Estão preparados para o exagero?

O  Grande Desafio 2017 do #cultobooktuber

O desafio consiste em duas categorias propostas pelos canais participantes para cada mês. Nesse desafio irei pensar opções apenas para o 1° semestre para que eu tenha mais liberdade de escolha depois. E vamos as categorias!

Janeiro

  1. Autor negro: AvóDezanove e o segredo do soviético, Ondjaki (lido).
  2. Livro que você abandonou: D. Quixote, Cervantes (lido).

Fevereiro

  1. Autor que tenha seu sobrenome: O fio das missangas, Mia Couto (Seu nome verdadeiro inclui Leite!).
  2. Reler um dos primeiros livros que você leu: (Ainda não sei se coloco Lolita ou Os Mais, lidos ambos na infância).

Março

  1. Um autor português vivo: Homens imprudentemente poéticos, Valter Hugo Mae.
  2. Livro preferido de alguém: Almas Mortas, Gógol (Livro preferido do meu namorado e parceiro aqui no blog, João).

Abril

  1. Livros com ossos no título: Ossos de Eco, Samuel Beckett.
  2. Clássico da Literatura Européia: Retrato do artista quando jovem, James Joyce.

Maio

  1. Ficção sobre maternidade: A filha perdida, Elena Ferrante.
  2. Livro publicado há mais de 100 anos: Divina Comédia, Dante.

Junho

  1. Clássico do meu gênero favorito: O homem que ri, Victor Hugo (O gênero preferido é o romance).
  2. Autor cuja nacionalidade ainda não li: Verão, Coetzee (África do sul)

Para maiores informações sobre o desafio: grupo no face.

Desafio Miserável 2017

O desafio desta vez não possui mês específico. Vamos às categorias!

  1. Livro do Saramago: Ensaio sobre a cegueira, Saramago.
  2. Um autor negro: AvóDezanove e o segredo do soviético, Ondjaki (lido, sim, eu repeti).
  3. Um livro asiático: O livro do Chá, Kakuro.
  4. Um livro de terror: Drácula, Bram Stoker.
  5. Um livro russo: Crime e Castigo, Dostoiévski.
  6. Um livro alemão: A Montanha Mágica, Thomas Mann.
  7. Um romance histórico: Os Buddenbrock, Thomas Mann.
  8. Uma biografia: Os irmãos Mann, Nigel Haminton.
  9. Um livro lançado antes de 150o: Divina Comédia, Dante.
  10. Um calhamaço: O homem que ri, Victor Hugo.
  11. Um fantasia: (Ainda estou pensando, não sou fã do gênero, mas me indicaram História sem fim).
  12. Um livro escrito por mulher: Dias de abandono, Elena Ferrante.
  13. Um livro considerado difícil: Ulisses, James Joyce.
  14. Um livro extra: O idiota, Dostoiévski ou/e Uma vida pequena, Hanya Yanagihara (sim,vou tentar ler os dois).

Para maiores informações: grupo do face.

Desafio Livrada 2017

Não podia faltar, né? Este ano estou super-empolgada, vamos ver se dá certo dessa vez! Vamos as categorias!

  1. Livro ganhador do Jabuti: Benjamin, Chico Buarque.
  2. Um livro japonês: O livro do chá, Kakuro.
  3. Um livro que explore o erotismo: Delta de Vênus, Anais Nin.
  4. Um roman à clef: O homem sem qualidades, Robert Musil.
  5. Um livro com protagonista detestável: Noite e Dia, Virginia Woolf.
  6. Um livro triste: Dias de Abandono, Elena Ferrante.
  7. Um livro de um autor que conheço pessoalmente: Algum da Ana Miranda.
  8. Um livro com engajamento político: Os sonâmbulos – vol1, Hermann Broch.
  9. Um livro que ganhei de um amigo: Dublinenses, James Joyce (Ganhei do Marcelo).
  10. Um romance psicológico: Crime e Castigo, Dostoiévski.
  11. Um livro escrito antes do Renascimento: Divina Comédia, Dante.
  12. Livro resenhado pelo Livrada: Pais e filhos, Turgueniev.
  13. Um livro de correspondências: Caro Michele, Natalia Ginzburg.
  14. Um livro que se passa em um lugar que você já esteve: Quem tem medo de vampiro?, Dalton Trevisan (São Paulo).
  15. Vida e Destino, Vassilli Grossman.

Maiores informações: insta do Livrada.

Então, ficaram assustados? Vamos ter fé e acreditar, não é? rsrs. Torçam por mim!